Pular para o conteúdo principal

G g

gê.ne.ro [lat. generum] s.m. 1. As formas como o discurso acontece, e.g., conversa, entrevista, glossário, aula, reunião etc. 2. Discurso é “[…] tudo o que o homem fala ou escreve, isto é, produz em termos de linguagem. Dessa forma, há um número enorme e bastante variável de discursos produzidos ou que estão sendo produzidos na sociedade. É dessa forma que falamos em discurso científico, religioso, político, jornalístico, do cotidiano etc.” (BRANDÃO, MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA, 2018, p. 16) 3. ~s não possuem forma fixa, então podem variar com o tempo, bem como outros ~s também poderão surgir. ~s de discursos primários (ou “livres”). “[…] adquiridos nas nossas relações e experiências do dia a dia.” (BAKHTIN, 1992 apud BRANDÃO, MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA, 2018, p. 19) São exemplos: ligação telefônica, uma conversa informal, um bilhete etc. ~s de discursos segundos. Seguem modelos construídos socialmente, como os textos literários, peças teatrais, artigos científicos, discursos políticos etc. Geralmente necessita de uma educação formal e sistematizada (escola).

gra.má.ti.ca [lat. grammatica] s.f. 1. “Toda a completa estrutura de uma língua, incluindo as regras de como as palavras são formadas e a sua relação com todas as outras numa sentença.” (OXFORD, 2006, p. 393, tradução nossa) 2. Realizar a análise de um discurso vai além de decodificar um texto ou compreendê-lo sintática e morfologicamente, embora o autor possa também dar “vestígios” ideológicos através da forma que escreve um texto ou profere um discurso.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

E e

e.nun.ci.a.do [lat. enunciatu ] s.m. 1. O que foi dito; declaração. 2. Um ~ só faz sentido quando é contextualizado; seu estudo visa compreender como funciona a língua no seu uso efetivo. 3. Para Bakhtin (1986 apud FAIRCLOUGH, 2001, p. 134), “todos os enunciados, tanto na forma oral quanto na escrita, do mais breve turno numa conversa a um artigo científico ou romance, são demarcados por uma mudança de falante (ou de quem escreve) e são orientados retrospectivamente para enunciados de falantes anteriores (sejam eles turnos, artigos científicos ou romances) e prospectivamente para enunciados antecipados de falantes seguintes. Desse modo, ‘cada enunciado é um elo na cadeia da comunicação’.”

A a

a.ná.li.se [gr. análysis ] s.f. Observação minuciosa. ~ crítica do discurso (ou: ~ do discurso crítica). 1. Uma linha de estudo linguístico transdisciplinar anglo-saxão que interpreta a língua do ponto de vista discursivo e que considera a língua como uma prática social. Por isso, a língua exerce poder. Assim, a ACD vem a ser um instrumento, uma arma, em defesa das minorias. 2. Segundo Melo (2001, p. 9), “[…] se denomina assim porque tenta revestir-se de uma prática social transformadora da sociedade, dando aos analistas um relevante estatuto de interventor social por meio de seu trabalho de análise. A ACD é um estudo de oposição às estruturas e às estratégias do discurso das elites. Seus analistas são, normalmente, militantes sociais, intelectuais orgânicos que formulam propostas para exercerem ações de contrapoder e contra-ideologia a situações de opressão.” E acrescenta: “O princípio norteador da ACD sustenta-se na noção de que o discurso constitui e é constituído por práticas...

H h

hi.bri.dis.mo s.m. / hi.bri.da.ção (ou hibridização) s.f. 1. É uma característica da ACD, quando assume um caráter transdisciplinar de estudo. 2. Segundo Canclini (2008, 19 apud OLIVEIRA, 2011, p. 16), compreende-se como os “processos socioculturais nos quais estruturas ou práticas discretas, que existiam de forma separada, se combinam para gerar novas estruturas, objetos e práticas.” De acordo com o site Enciclopædia Britannica: Schooland and Library Subscribers , ~ é a “dissolução das rígidas barreiras culturais entre grupos até então notados como separados; a intermistura de várias identidades, em efeito da dissolução de suas próprias identidades.” (ENCYCLOPÆDIA BRITANNICA/UK, 2015, tradução nossa)