e.nun.ci.a.do [lat. enunciatu] s.m. 1. O
que foi dito; declaração. 2. Um ~ só faz sentido quando é
contextualizado; seu estudo visa compreender como funciona a língua
no seu uso efetivo. 3. Para Bakhtin (1986 apud
FAIRCLOUGH, 2001, p. 134), “todos os enunciados, tanto na forma
oral quanto na escrita, do mais breve turno numa conversa a um artigo
científico ou romance, são demarcados por uma mudança de falante
(ou de quem escreve) e são orientados retrospectivamente para
enunciados de falantes anteriores (sejam eles turnos, artigos
científicos ou romances) e prospectivamente para enunciados
antecipados de falantes seguintes. Desse modo, ‘cada enunciado é
um elo na cadeia da comunicação’.”
a.ná.li.se [gr. análysis ] s.f. Observação minuciosa. ~ crítica do discurso (ou: ~ do discurso crítica). 1. Uma linha de estudo linguístico transdisciplinar anglo-saxão que interpreta a língua do ponto de vista discursivo e que considera a língua como uma prática social. Por isso, a língua exerce poder. Assim, a ACD vem a ser um instrumento, uma arma, em defesa das minorias. 2. Segundo Melo (2001, p. 9), “[…] se denomina assim porque tenta revestir-se de uma prática social transformadora da sociedade, dando aos analistas um relevante estatuto de interventor social por meio de seu trabalho de análise. A ACD é um estudo de oposição às estruturas e às estratégias do discurso das elites. Seus analistas são, normalmente, militantes sociais, intelectuais orgânicos que formulam propostas para exercerem ações de contrapoder e contra-ideologia a situações de opressão.” E acrescenta: “O princípio norteador da ACD sustenta-se na noção de que o discurso constitui e é constituído por práticas...
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