e.nun.ci.a.do [lat. enunciatu] s.m. 1. O
que foi dito; declaração. 2. Um ~ só faz sentido quando é
contextualizado; seu estudo visa compreender como funciona a língua
no seu uso efetivo. 3. Para Bakhtin (1986 apud
FAIRCLOUGH, 2001, p. 134), “todos os enunciados, tanto na forma
oral quanto na escrita, do mais breve turno numa conversa a um artigo
científico ou romance, são demarcados por uma mudança de falante
(ou de quem escreve) e são orientados retrospectivamente para
enunciados de falantes anteriores (sejam eles turnos, artigos
científicos ou romances) e prospectivamente para enunciados
antecipados de falantes seguintes. Desse modo, ‘cada enunciado é
um elo na cadeia da comunicação’.”
Eu, eu mesmo… Eu, cheio de todos os cansaços Quantos o mundo pode dar. — Eu… Afinal tudo, porque tudo é eu, E até as estrelas, ao que parece, Me saíram da algibeira para deslumbrar crianças… Que crianças não sei… Eu… Imperfeito? Incógnito? Divino? Não sei… Eu… Tive um passado? Sem dúvida… Tenho um presente? Sem dúvida… Terei um futuro? Sem dúvida… A vida que pare de aqui a pouco… Mas eu, eu… Eu sou eu, Eu fico eu, Eu… Eu (CAMPOS apud SANTOS, WENDELL BATISTA/PE, 31/11/2015). Analisar um discurso poético certamente não é tão simples quanto um conto, uma crônica, narrativa ou outros gêneros, sejam eles literários ou não. Ainda estes outros gêneros exigem discernimento e bom senso de quem se arrisca a inferir (analisar também é isto, uma vez que o autor da análise levanta hipóteses ou afirmativas sobre o autor do discurso) sobre o que o autor propõe, as suas ideologias, seu espaço no tempo etc. Fernando Pessoa, além de ter escrito em se...
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