Pular para o conteúdo principal

F f

fa.la [falar; lat. fabulare] s.f. 1. O ato de ~r; o discurso; a respiração modificada com o intuito de reproduzir sons que levem à comunicação. (NOVELINO, 1986) 2. Firmemente atacado pelos sociolinguistas, Saussure (1959 apud FAIRCLOUGH, 2001, p. 90) considera a ~ como “não acessível ao estudo sistemático, por ser essencialmente uma atividade individual: os indivíduos usam a língua de formas imprevisíveis, de acordo com seus desejos e suas intenções”.

fo.ne.ma [fr. phonème] s.m. A menor partícula de som reproduzida pela fala.

fo.né.ti.ca [gr. phonetiké] s.f. Estudo dos sons da fala, dos fonemas.

for.ma.ção [lat. formatione] s.f. 1. A ato de formar. 2. Um discurso pode ser formativo por que muda a situação dos interlocutores por torná-los adeptos de uma nova ideologia ou por apenas informá-los sobre algo que outrora era desconhecido.

fra.se [lat. phrase] s.f. O mesmo que enunciado; a palavra ou o conjunto de palavras que formam um sentido completo. Diferentemente de oração, pode ter verbo ou não. Constitui-se essencialmente de significado.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

E e

e.nun.ci.a.do [lat. enunciatu ] s.m. 1. O que foi dito; declaração. 2. Um ~ só faz sentido quando é contextualizado; seu estudo visa compreender como funciona a língua no seu uso efetivo. 3. Para Bakhtin (1986 apud FAIRCLOUGH, 2001, p. 134), “todos os enunciados, tanto na forma oral quanto na escrita, do mais breve turno numa conversa a um artigo científico ou romance, são demarcados por uma mudança de falante (ou de quem escreve) e são orientados retrospectivamente para enunciados de falantes anteriores (sejam eles turnos, artigos científicos ou romances) e prospectivamente para enunciados antecipados de falantes seguintes. Desse modo, ‘cada enunciado é um elo na cadeia da comunicação’.”

A a

a.ná.li.se [gr. análysis ] s.f. Observação minuciosa. ~ crítica do discurso (ou: ~ do discurso crítica). 1. Uma linha de estudo linguístico transdisciplinar anglo-saxão que interpreta a língua do ponto de vista discursivo e que considera a língua como uma prática social. Por isso, a língua exerce poder. Assim, a ACD vem a ser um instrumento, uma arma, em defesa das minorias. 2. Segundo Melo (2001, p. 9), “[…] se denomina assim porque tenta revestir-se de uma prática social transformadora da sociedade, dando aos analistas um relevante estatuto de interventor social por meio de seu trabalho de análise. A ACD é um estudo de oposição às estruturas e às estratégias do discurso das elites. Seus analistas são, normalmente, militantes sociais, intelectuais orgânicos que formulam propostas para exercerem ações de contrapoder e contra-ideologia a situações de opressão.” E acrescenta: “O princípio norteador da ACD sustenta-se na noção de que o discurso constitui e é constituído por práticas...

H h

hi.bri.dis.mo s.m. / hi.bri.da.ção (ou hibridização) s.f. 1. É uma característica da ACD, quando assume um caráter transdisciplinar de estudo. 2. Segundo Canclini (2008, 19 apud OLIVEIRA, 2011, p. 16), compreende-se como os “processos socioculturais nos quais estruturas ou práticas discretas, que existiam de forma separada, se combinam para gerar novas estruturas, objetos e práticas.” De acordo com o site Enciclopædia Britannica: Schooland and Library Subscribers , ~ é a “dissolução das rígidas barreiras culturais entre grupos até então notados como separados; a intermistura de várias identidades, em efeito da dissolução de suas próprias identidades.” (ENCYCLOPÆDIA BRITANNICA/UK, 2015, tradução nossa)