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D d

di.a.lo.gi.a s.f. / di.a.lo.gis.mo s.m. 1. Princípio geral que rege o discurso, é a interação entre textos falados ou escritos. 2. A dinamicidade da rede de discursos.

di.á.lo.go [lat. dialogu, através da palavra] s.m. 1. A fala alternada entre duas ou mais pessoas; concretização do dialogismo. 2. Um monólogo pode ser considerado um ~, pois o enunciante fala com um outro eu imaginário, da mesma forma como ocorre com quem escreve um diário ou uma carta para si mesmo daqui há tantos anos.

dis.cur.so [lat. discursu] s.m. 1. “[…] toda atividade comunicativa entre interlocutores; atividade produtora de sentidos que se dá na interação entre falantes.” (BRANDÃO, MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA, 2018, p. 2) Tem por finalidade transmitir uma ideologia, uma mensagem, de forma contextualizada, localizada histórica e geograficamente etc. 2. “[…] um modo de ação, uma forma em que as pessoas podem agir sobre o mundo e especialmente sobre os outros, como também um modo de representação.” (FAIRCLOUGH, 2001, p. 91) É também uma prática de significação do mundo.

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E e

e.nun.ci.a.do [lat. enunciatu ] s.m. 1. O que foi dito; declaração. 2. Um ~ só faz sentido quando é contextualizado; seu estudo visa compreender como funciona a língua no seu uso efetivo. 3. Para Bakhtin (1986 apud FAIRCLOUGH, 2001, p. 134), “todos os enunciados, tanto na forma oral quanto na escrita, do mais breve turno numa conversa a um artigo científico ou romance, são demarcados por uma mudança de falante (ou de quem escreve) e são orientados retrospectivamente para enunciados de falantes anteriores (sejam eles turnos, artigos científicos ou romances) e prospectivamente para enunciados antecipados de falantes seguintes. Desse modo, ‘cada enunciado é um elo na cadeia da comunicação’.”

A a

a.ná.li.se [gr. análysis ] s.f. Observação minuciosa. ~ crítica do discurso (ou: ~ do discurso crítica). 1. Uma linha de estudo linguístico transdisciplinar anglo-saxão que interpreta a língua do ponto de vista discursivo e que considera a língua como uma prática social. Por isso, a língua exerce poder. Assim, a ACD vem a ser um instrumento, uma arma, em defesa das minorias. 2. Segundo Melo (2001, p. 9), “[…] se denomina assim porque tenta revestir-se de uma prática social transformadora da sociedade, dando aos analistas um relevante estatuto de interventor social por meio de seu trabalho de análise. A ACD é um estudo de oposição às estruturas e às estratégias do discurso das elites. Seus analistas são, normalmente, militantes sociais, intelectuais orgânicos que formulam propostas para exercerem ações de contrapoder e contra-ideologia a situações de opressão.” E acrescenta: “O princípio norteador da ACD sustenta-se na noção de que o discurso constitui e é constituído por práticas...

H h

hi.bri.dis.mo s.m. / hi.bri.da.ção (ou hibridização) s.f. 1. É uma característica da ACD, quando assume um caráter transdisciplinar de estudo. 2. Segundo Canclini (2008, 19 apud OLIVEIRA, 2011, p. 16), compreende-se como os “processos socioculturais nos quais estruturas ou práticas discretas, que existiam de forma separada, se combinam para gerar novas estruturas, objetos e práticas.” De acordo com o site Enciclopædia Britannica: Schooland and Library Subscribers , ~ é a “dissolução das rígidas barreiras culturais entre grupos até então notados como separados; a intermistura de várias identidades, em efeito da dissolução de suas próprias identidades.” (ENCYCLOPÆDIA BRITANNICA/UK, 2015, tradução nossa)